em Crônicas

Existe toda uma geração em busca de um propósito. Não basta apenas trabalhar para pagar as contas ou juntar um dinheiro, tem que ter um motivo a mais para gastar a maior parte do tempo de nossas vidas em um projeto.

As vezes a necessidade da remuneração fala mais alto. Existem (muitos) momentos na vida onde precisamos pensar apenas em quanto vamos receber para trabalhar em alguma coisa. Mas no momento em que a necessidade urgente passa, o dinheiro não consegue se manter como o único motivador forte.

É claro que queremos ser bem remunerados para executar qualquer trabalho, mas o propósito para o qual você está trabalhando vai falar mais alto no momento de escolher se manter ou não em um projeto.

Entre duas opções de projetos com propostas parecidas de remuneração, aquela que faz você sentir que está fazendo a diferença vai acabar sendo a mais tentadora. Mesmo que não seja a maior em valor monetário.

Trabalhar em um projeto que possui um propósito claro nem sempre é o único ponto a ser levado em conta. O propósito de estar ali naquele ambiente (sendo ele virtual ou não), com aquelas pessoas, aprendendo ou ensinando também faz parte do todo na motivação.

Mas não se engane, não estou falando apenas de trabalho formal, emprego e empresas. Conheço pessoas bem resolvidas com dayjobs que servem apenas para pagar as contas, mas que gastam seu tempo livre ajudando e se dedicando a projetos que fazem mais sentido para a suas vidas. Nem sempre com alguma remuneração.

Você pode encontrar propósito onde menos espera. Em um grupo de estudos, em um grupo de corrida de rua, em uma ONG, em um culto religioso, etc. Pode estar ali agora mesmo, ao seu lado, mas você não parou para pensar tempo o suficiente para perceber isso.

A questão é que estamos atrás de algo que faça a vida fazer sentido. Algo que nos faça sentir que somos mais que apenas um número no Censo do IBGE.

Essa necessidade é tão grande que existe todo um mercado de autores, cursos e coachs faturando com promessas de ajudar na busca pelo propósito. Eles mesmos encontraram propósito fazendo isso, quem sabe.

A verdade é que somente nós mesmos podemos descobrir o motivo para a ação de viver, com ou sem ajuda de profissionais. Essa responsabilidade está em cima da própria pessoa.

É uma busca sufocante, que cria uma autocobrança e que gera mais e mais frustração.

Talvez essa seja a verdadeira causa de tanto stress e depressão para quem deu a sorte ou o azar de ter nascido dentro dessa geração. A pressão é forte e constante. E vem de nós mesmos.

Até a próxima!

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