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Fiquei com bloqueio criativo.

Fiquei com bloqueio criativo.

Terminei aquele que eu considero o melhor capítulo que já fiz do meu quadrinho Tailer e depois…

Nada. Vazio. Branco.

Eu sabia pra onde a história deveria ir, mas não sabia como dar o próximo passo.

Gosto de dividir a história em “cenas”.

Blocos de história que normalmente acontecem em um único cenário com determinados personagens.

Qual a cena ideal pra continuar a partir do último capítulo? Eu não sabia…

Não conseguia decidir, na verdade.

Eu me esforcei por dias com folhas em branco na minha frente. Não saiu nada.

Mentira… na verdade saíram pedaços de ideia que eu “joguei fora”.

Desisti. Parei por um tempo e foquei em outras coisas…

Alguns dias se passaram sem que eu pensasse nisso.

Até que ontem de manhã, ao acordar, naqueles minutos em que você enrola na cama antes de levantar, me veio tudo.

Juntando os pedaços de ideias que eu “joguei fora” antes, eu consegui formar o capítulo na minha cabeça.

Aí, foi correr pro tablet pra transformar o “filme mental” do capítulo em narrativa visual com um monte de rabiscos.

Não consegui terminar tudo no tempo que tive, mas adiantei bastante coisa!

As vezes só precisamos tirar a mente do problema e deixar que o subconsciente nos traga a solução.

Isso acontece tanto no storytelling como em outras áreas da minha vida, como na programação, por exemplo.

Já perdi a conta de quantas vezes eu “resolvi” um capitulo ou uma história (assim como bugs de programação que eu não achava solução) durante o banho.

Alguns problemas só precisam de espaço para que a solução apareça.

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