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Comecei Tailer quando tinha 18 anos e era um mangá sobre um…

Comecei Tailer quando tinha 18 anos e era um mangá sobre um garoto quieto, misterioso e MUITO bom em tudo que fazia.

Além disso, ainda teria um monte de meninas interessadas nele.

Essa é a descrição do que eu queria ter sido no ensino médio e, por isso, talvez vários moleques se identifiquem com esse personagem também.

Mas quando coloquei a série em hiato a partir 2012, eu já era um adulto cheio de contas pra pagar. A vida passou por mim como um rolo compressor e o adolescente sonhador que criou Tailer agora não existia mais…

Quando tirei a série do hiato em 2019, a pedido dessa comunidade, eu já tava com 35 anos.

Provavelmente de forma inconsciente, eu segui a história por um caminho bem diferente daquele que o adolescente Marcus tinha pensado.

Foi-se embora a ideia do “harém” do protagonista e entrou o conceito de drama de família.

Aqueles personagens do passado dele que iam apenas idolatrá-lo, passaram a ter relações mais complexas, não somente com o protagonista, mas também entre si.

Uma das meninas que seria desse “harém”, ganhou mais e mais personalidade e virou quase que a protagonista na história.

Nada disso foi super pensado no início, mas acabei percebendo essa diferença na linha narrativa quando fui revisar tudo para escrever o roteiro dos capítulos que encerram a história.

A partir daí as escolhas passaram a ser conscientes.

E a história evoluiu de forma a explorar tudo isso.

O que quero dizer com esse monte de coisa é que Tailer ficou meio difícil de resumir em uma “logline”, como eu gosto de fazer com todas as histórias que crio.

Contexto: “uma logline é um breve resumo, geralmente de uma frase, que encapsula a essência de uma história, seja ela de um filme, livro, série ou qualquer outra narrativa.”

Essa história se tornou um frankestein, mas num bom sentido… se é que isso existe.

A virada que acontece a partir do capítulo 16 pega os leitores de surpresa, positivamente, ao meu ver.

E esse é exatamente o meio da história, o que a deixa ainda mais interessante na sua construção.

É claro que essa é a minha visão como autor, mas espero que o efeito desses 20 anos de produção façam o leitor sentir essa transformação na história também.

Pelo menos é a intenção que tenho com ela.

Por enquanto dá pra ler a versão antiga de Tailer aqui na Fliptru (botão vermelho aí embaixo do post), mas até aconselho a esperar até ano que vem para ver a versão nova em que tenho trabalhado a mais de um ano.

Tenho feito com amor e espero que seja uma aventura psicológica e emocional para quem ler.

☺️


PS: publicado originalmente no meu Bluesky (que é novo e quase ninguém lê) haha https://bsky.app/profile/marcusbeck.bsky.social

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