Eu vivo falando sobre o quanto eu não planejava a história direito nos primeiros capítulos de Tailer.
Eu chamo isso de storytelling intuitivo. Mas tá mais pra “fazer quadrinhos no achismo” mesmo.
Um dos pontos que aconteceu com Tailer, e que pode acontecer com séries de quem cria na base do achismo, são personagens vazios.
Esse cara do desenho, por exemplo, é o Carlos, namorado da personagem Karine.
Na segunda fase de Tailer a Karine começou a ganhar mais visibilidade e se envolver mais com as tramas da história.
O que quer dizer que, de alguma forma, esse namorado vai acabar aparecendo novamente. Se ele simplesmente sumisse a história não seria crível, não é?
Só que o Carlos é um personagem “vazio”.
Ele apareceu apenas em uma cena da história e nunca mais foi visto.
Não tinha o mínimo de desenvolvimento, personalidade e nem sequer uma folha de referência da sua aparência (character design).
Agora ele vai voltar de alguma forma para a história, então tenho que desenvolver tudo isso pra ele.
Não vai aparecer tão cedo, então tenho tempo pra isso, mas não vai poder ser só mais um personagem vazio, entende?
Então, que tal começar desenhando ele com cores e começando aos poucos a pensar em quem é esse cara.
