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Qual a sua motivação real?

É mais fácil listar o que não queremos do que o que realmente queremos para nossa vida. Muitas vezes achamos que queremos algo, mas basta chegar lá para percebemos que não é o bastante, ainda falta algo. Talvez isso aconteça porque não entendemos a nossa verdadeira motivação, ou motivo da ação, para querer aquilo.

Por exemplo, o dinheiro. Ele deve ser uma consequência e não um objetivo. Ele por si só não vai preencher seus anseios e desejos. Digamos que para ter o dinheiro você precise estar em um trabalho sacal, o qual você não suporta. Vale a pena sofrer por maior parte do tempo da sua vida, o tempo que você passa trabalhando, para poder gozar de alguns dias da “felicidade” que a grana irá lhe proporcionar?

Talvez, por não termos dinheiro em abundância, possamos achar que o que falta é apenas os bens materiais e essa falta é o que não nos permite estar completamente felizes. Mas será que quando tivermos esses bens não continuaremos sentindo um vazio interior enorme? Lógico que precisamos sobreviver, pagar nossas contas, transporte e alimentação, mas o que quero usar como exemplo aqui é a pessoa que tem como objetivo de vida buscar sempre mais e mais dinheiro.

É uma questão de autoconhecimento. Entender o que você realmente quer e o que o motiva a tentar chegar lá é uma tarefa muito mais complexa do que se imagina. O primeiro passo é parar para pensar sobre isso. Você vive com qual motivação? Você acorda todo dia de manhã para buscar o que? Apenas acumular bens e continuar trabalhando naquele lugar que você não aguenta mais? Ou pior, só para pagar as contas e ter seu happy hour no final do dia?

Convenhamos que se você precisa de uma happy hour (hora feliz) é porque todas as outras são tristes.

Busque seu verdadeiro motivo para viver, tente se conhecer ao ponto de entender o que realmente quer e não fique no piloto automático seguindo padrões ultrapassados de se viver a vida. Conhecer a si mesmo não é fácil, mas a evolução que isso traz pode lhe dar mais satisfação do que você imagina.

Por Marcus Beck

Sou quadrinista, desenvolvedor de software, marido da Lu e pai da Laura.

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