Empreendedorismo, Tecnologia e Arte


Blog pessoal de Marcus Beckenkamp

A dificuldade com a pontualidade

Ser pontual é uma característica que todos esperam de profissionais sérios. A pontualidade passa profissionalismo, mostra que a pessoa está levando a sério aquela relação profissional e, mais do que tudo, demonstra respeito. Respeito pelo próximo.

Nos dias de hoje grande parte dos profissionais tem um problema sério de falta de tempo. A frase que mais ouço é: "Gostaria que o dia tivesse 32 horas!". Isso me lembra um texto escrito pela minha sócia no blog da nossa empresa sobre a pressa, vale a pena dar uma olhada.

Mas se todo mundo tem um problema com tempo, porque as pessoas insistem em não ser pontuais? Qual é a dificuldade em agendar um horário e chegar nele ao compromisso? 

A maioria das pessoas vai usar a famosa desculpa do trânsito ruim, mas se ela fosse mesmo válida, em uma reunião pela internet não deveríamos ter atrasos, certo? Pois é. Tanto faz se o compromisso é presencial ou virtual, as pessoas se atrasam.

Mas por que isso acontece? 

Em uma palestra do Murilo Gun ele contou que foi participar de um grupo de estudos do Google e da NASA nos EUA e diversas pessoas do mundo inteiro estavam presentes. Logo de cara o coordenador perguntou quem achava que atrasar cinco minutos para um compromisso não era problema e praticamente todos os presentes levantaram a mão respondendo que não era um problema. Ele repetiu a pergunta para 10 minutos de atraso e menos pessoas levantaram suas mãos. Quando ele aumentou o tempo da pergunta para 15 minutos, apenas os argentinos e os brasileiros acharam que não haveria problema.

O que quero dizer com isso é que o atraso, ou o desrespeito pelo tempo do próximo, é uma questão cultural. Nos atrasamos porque somos acostumados, desde cedo, a não respeitar o tempo alheio. Quantas vezes, ainda no final da adolescência, eu me lembro de marcar com os amigos e pegar carona com aquele único que podia usar o carro do pai e quando chegávamos na casa de algum dos outros caronas era necessário esperar por mais de 15 minutos porque ele não estava pronto. Uma falta de respeito imensa com quem está fazendo o favor de lhe buscar em casa, não acha?

Quantas vezes já ouvimos a expressão "tempo é dinheiro"? Ela não deve ser lida de forma literal. Na minha opinião, é apenas uma maneira de demonstrar que o tempo é um bem valioso de cada pessoa e deve ser respeitado como tal.

É lógico que me atraso também em alguns momentos, não estou dizendo aqui que as pessoas devem ser perfeitas, mas quando o atraso passa a ser algo comum e já esperado das pessoas, é muito triste. "Vou marcar as 15h o compromisso que deveria ser das 16h porque sei que tal pessoa vai chegar só depois das 15h30." Não é um absurdo isso ter que acontecer?

Existem dezenas de ferramentas hoje em dia para evitar o atraso. O app do Google nos mostra a melhor momento de sair para chegar em determinada hora em algum lugar, o Waze mostra o caminho com menos trânsito, o Google Maps mostra a rota do transporte público e o tempo que levará para percorrer tudo, o evento no celular pode ser marcado para avisar com antecedência sobre o compromisso para que você possa se programar e até um simples despertador pode resolver o problema de sair no horário. 

Atraso é falta de organização e não deveria ser tomado como algo comum.

Obs: Comecei a escrever no horário marcado para uma reunião. Já terminei o texto e ela ainda não começou...



Trabalhar para ser feliz?

Assisti alguns vídeos do TED talks no Netflix que me trouxeram insights interessantes os quais eu gostaria de compartilhar. Este é o último dos três textos sobre o assunto, publicados originalmente na minha página no Medium.

Essa palestra do psicólogo Shawn Achor foi muito boa. Ele fala sobre uma visão padrão da sociedade sobre o sucesso: Devemos trabalhar duro para sermos felizes.

Segundo ele, essa visão deve ser mudada. Está mais do que provado que um colaborador feliz tem uma produtividade muito maior do que um que esteja sobre pressão, estresse e se sentindo infeliz. Então a ideia é simples…

Devemos ser felizes para trabalhar melhor.

Ele se formou em Harvard e passou os próximos oito anos sendo psicólogo dos alunos daquela universidade e percebeu que, em vez de se sentirem privilegiados por conseguirem entrar numa universidade tão difícil, nas primeiras semanas os alunos já estavam estressados e preocupados com as notas e os trabalhos acadêmicos.

Se você entra em Harvard, agora tem que ter boas notas. Se consegue concluir o curso, agora precisa de um emprego melhor. Se você atinge a meta de vendas, a meta será alterada. E assim por diante, num ciclo sem fim.

Se definirmos o sucesso, e consequentemente, a felicidade em cima de objetivos que devemos atingir, nunca chegaremos lá.Sempre estaremos esperando o momento de felicidade, mas este momento jamais chegará.

Essa palestra merece ser vista.

Assista no site TED.com



A mente afeta o corpo… e vice-versa

Assisti alguns vídeos do TED talks no Netflix que me trouxeram insights interessantes os quais eu gostaria de compartilhar. Este é o segundo dos três textos sobre o assunto, publicados originalmente na minha página no Medium.

Amy Cuddy, uma psicóloga social e professora de MBA trouxe uma palestra muito interessante sobre linguagem não-verbal.

Sabe-se que a linguagem corporal é afetada pela nossa mente. Se você está se sentindo poderoso, seu corpo vai se portar mostrando esse sentimento, abrindo os braços, inflando o peito e endireitando os ombros, por exemplo. Se você está se sentindo submisso, ele vai se comportar de outro jeito, de braços cruzados, ombros caídos, etc.

Agora a pesquisa que a palestrante trouxe mostra que a recíproca é verdadeira. Se posicionarmos nosso corpo em posição de poder, nossa mente vai reagir a isso.Eles basicamente mediram os hormônios testosterona e cortisol, sendo que o primeiro é relacionado a sensação de poder e o segundo à reação a momentos de stress. Quando nos sentimos poderosos os níveis de testosterona se elevam e os de cortisol caem.

Pediram para que algumas pessoas assumissem posições tanto de poder como de submissão (sem que as mesmas tivessem conhecimento do que significavam cada uma) por dois minutos e mediram seus hormônios antes e depois das poses.

O resultado foi que os níveis de testosterona e cortisol refletiram exatamente o que as poses estavam demonstrando. E isso quer dizer simplesmente que você pode "fingir até se tornar" (fake it until you make it, ou a versão que a Amy Cuddy prefere: fake it until you became it), ou seja, você pode assumir uma posição de poder com o seu corpo e então, depois de um tempo, vai se sentir mais confiante e mais poderoso.

Essa é uma dica que a palestrante deu para quem for fazer uma entrevista de emprego: "Vá ao banheiro minutos antes da entrevista e faça a pose clássica da mulher-maravilha por dois minutos". Pode não parecer, mas foi provado cientificamente que isso vai lhe trazer uma sensação de confiança e empoderamento.

Assista no site TED.com



Como facilitar a tomada de decisão

Assisti alguns vídeos do TED talks no Netflix que me trouxeram insights interessantes os quais eu gostaria de compartilhar. Este é o primeiro de três textos sobre o assunto, publicados originalmente na minha página no Medium.

Um dos vídeos, por Sheena Iyengar, era uma palestra sobre como as pessoas são afetadas pela quantidade de opções que elas encontram quando vão adquirir alguma coisa.

Foi feita uma pesquisa em uma mercearia que possuía centenas de tipos de cada produto. Só para dar um exemplo, a loja possui um corredor com mais de 300 tipos de geléia e outro com mais de 100 tipos de azeite.

Foi feita uma pergunta ao dono sobre o fato da quantidade de opções ser um problema ao consumidor e o mesmo respondeu: "Olhe a quantos ônibus de turismo aí fora!", referindo-se a quantidade de pessoas que vinham visitar a sua loja. Mas será que eles realmente compravam?

Então os pesquisadores montaram um estande de degustação de geléia. Na primeira vez com seis opções de geléia e na segunda com 24. Eles perceberam que 60% paravam para degustar quando havia mais opções e apenas 40% pararam para a bancada com seis tipos. Entretanto, apenas 3% efetivaram a compra quando degustavam entre as 24 opções e 30% compraram no caso das seis opções. Eles mostram, através deste experimento, que quando existem muitas opções as pessoas tendem a adiar a decisão de compra.

Mas existem formas de fazer com que o cliente possa vir a escolher entre diversas opções com mais facilidade. Por exemplo, a palestrante falou sobre uma montadora alemã que deixava o cliente customizar tudo no carro que estava comprando pelo site. Nesse caso ele podia escolher entre 53 diferentes cores, uma dúzia de opções internas e ainda quatro tipos de motores.

Fizeram mais um experimento, onde compararam dois modelos de customização que organizavam de forma diferente as opções de escolha. Na primeira, o cliente começava escolhendo pelas cores, passava pelas opções internas e depois escolhia entre os quatro motores. E na segunda começava pelos motores e só ao final escolhia entre todas as opções de cores.

Perceberam que começar pelas escolhas com menos opções fez com que mais clientes chegassem até o final do processo de customização. Sendo que quando começavam pela quantidade enorme de cores eles desistiam mais rápido.

O objetivo geral de tudo isso foi trazer os alguns insights, abaixo listo dois deles:

  1. Corte opções menos desejadas. O que é uma ótima ideia em momentos de crise, diga-se de passagem.
  2. "Treine" o consumidor para escolher, começando com escolhas mais simples.

Assista no site TED.com



Mantenha o foco

Quando nos empolgamos com um projeto é muito fácil nos dedicarmos muito a ele, quase que exclusivamente. O grande problema é quando somos muito voláteis e acabamos nos empolgando com facilidade com vários projetos e isso torna mais difícil manter o foco e concluir todos eles.

Imagine começar um grande projeto e algumas semanas depois perder a empolgação nele e focar em outro projeto que, no momento, parece mais interessante. A não ser que todos os projetos que você se envolva sejam de curta duração, nenhum deles vai dar certo, pois isso vai se repetir constantemente.

Manter a dedicação e a empolgação constante por muito tempo em uma única coisa não é algo fácil para todo mundo. Algumas pessoas tem facilidade em manter o foco, mas outras tem a cabeça fervendo de ideias e acabam começando e abandonando muitos projetos no meio do caminho.

A melhor dica para manter o foco e terminar um projeto é se proteger contra a falta de motivação. Centrar seus pensamentos na conclusão desse objetivo e, principalmente, saber ter paciência para controlar a ansiedade de querer entrar de cabeça em todas as ideias e projetos novos que apareçam.

Não existe sensação melhor do que chegar ao final de uma jornada, concluir um projeto, entregar algo para você mesmo, para um cliente ou para a sociedade. É nessa satisfação que devemos focar para não desistir na primeira dificuldade ou quando surgir uma ideia aparentemente melhor. 

Aprenda a concluir o que começou e será muito mais fácil atingir o sucesso em alguma coisa, nem que seja o sucesso de ver seu projeto concluído e ter a cabeça (e o tempo) livre para poder escolher a próxima aventura, sempre com o objetivo de chegar ao final dela. Mas lembre-se, escolha bem, pois você irá dedicar tempo nessa empreitada e não quer desistir de novo, não é?



Acredite!

Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela.

Paulo Coelho



Como reagimos às dificuldades

Adoro ouvir histórias sobre a vida de grandes empreendedores que hoje são pessoas de sucesso e tiveram uma origem humilde, como o Geraldo Rufino da JR Diesel, por exemplo.

O que mais me chama a atenção são as grandes dificuldades pelos quais eles passaram, começaram totalmente de baixo e tiveram que enfrentar momentos muito complicados, até faliram algumas vezes antes de atingir o patamar que estão hoje. 

O bom de conhecer as histórias destas pessoas é perceber que quando passamos por momentos difíceis nossa força de vontade está sendo testada, colocada à prova. Se realmente desejamos chegar lá, ter sucesso e prosperidade, precisamos ser persistentes e buscar aprender com os erros e com as dificuldades e não ficar chorando por causa delas.

Momentos difíceis sempre existirão, como vamos reagir diante deles é o que define se seremos uma pessoa de sucesso ou não.



Autenticação do Mandrill Webhook com Flask

Mandrill é um serviço para disparo de emails transacionais, ele possui relatórios e você pode receber os eventos de cada mensagem (enviado, aberto, click em link, etc) enviada via Webhook.

Procurando uma forma de autenticar o Webhook do Mandrill com Python, o qual eu já havia feito com PHP, eu encontrei esse artigo que mostrava como fazer utilizando o framework Webapp2 e usando uma versão 2.7 do Python. Como eu utilizo Flask com Python 3.4, tive que fazer algumas modificações, mas consegui fazer funcionar.

Segue o trecho de código que estou utilizando:

def calc_mandrill_signature(raw, key):
    import hashlib
    import hmac
    import base64

    digest = hmac.new(key.encode('utf-8'), raw.encode('utf-8'), hashlib.sha1).digest()
    hashed = base64.encodestring(digest).decode("utf-8").rstrip('\n')
    return hashed

def verify_mandrill_signature(request):
    '''
    Mandrill includes an additional HTTP header with webhook POST requests,
        X-Mandrill-Signature, which will contain the signature for the request.
        To verify a webhook request, generate a signature using the same key
        that Mandrill uses and compare that to the value of the
        X-Mandrill-Signature header.
    :return: True if verified valid
    '''
    mandrill_signature = request.headers['X-Mandrill-Signature']
    mandrill_key = 'aqui vai a API key do seu webhook'
    signed_data = request.url
    sorted_key = sorted(request.form)
    for k in sorted_key:
        signed_data += k
        signed_data += request.form[k]
    expected_signature = calc_mandrill_signature(signed_data, mandrill_key)
    return expected_signature == mandrill_signature

@app.route('/webhook', methods=['POST'])
def event_webhook():
    if not verify_mandrill_signature(request):
        abort(403)

    import json
    data = json.loads(request.form['mandrill_events'])

    for e in data:
        '''
        Insira o que você quiser fazer com os resultados dos eventos...
        '''