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	<title>Jardim Zen &#187; Filosofias Orientais</title>
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	<description>Uma jornada pelo conhecimento oriental</description>
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		<title>A criação do Universo de Stephen Hawking e o Taoísmo</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 11:53:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Beckenkamp</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O universo e seus mistérios sempre me facinaram. Sou muito curioso quando se trata de como as coisas funcionam. Por isso fiquei facinado com um programa que assisti no Discovery Channel neste último sábado: O universo de Stephen Hawking.
Logo no início do programa não pude deixar de notar um detalhe na narração. O dr. Hawking [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O universo e seus mistérios sempre me facinaram. Sou muito curioso quando se trata de como as coisas funcionam. Por isso fiquei facinado com um programa que assisti no Discovery Channel neste último sábado: O universo de Stephen Hawking.</p>
<p>Logo no início do programa não pude deixar de notar um detalhe na narração. O dr. Hawking comenta que neste último século fizemos mais descobertas sobre o universo do que nos últimos dois mil anos. Não posso deixar de concordar, a tecnologia levou o homem a enxergar muito mais além e a ciência o fez entender o que via. Mas assim que ele começou a explicar a teoria da formação do universo eu achei semelhanças claras com a teoria taoísta da criação.</p>
<p>O narrador conta que no começo só havia o vazio, na verdade que não existia o espaço, então não da nem pra chamar de vazio. Não existia a luz, então se estivessemos lá, não daria pra ver nada. Ou seja, o homem não tem palavras para explicar o que havia antes. Citando a primeira parte do primeiro verso do <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/187650?franq=295299" target="_blank">Tao Te Ching</a>, um dos livros bases da filosofia taoísta:</p>
<blockquote><p>Se é possível falar do Tao, então esse não é o verdadeiro Tao.<br />
Se o seu nome pode ser mencionado, então esse não é o seu verdadeiro nome.<br />
O “sem nome” é o princípio do céu e da terra.<br />
O “com nome” é a mãe das dez mil coisas.</p></blockquote>
<p>Depois essa massa de &#8220;energia&#8221; explodiu no famoso Big bang, espalhando partículas de matéria e anti-matéria, uma anulando a outra. Com o que sobrou de matéria, a gravidade e o hidrogênio formaram todos os elementos. Esse trecho me lembrou o capítulo 42 do <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/187650?franq=295299" target="_blank">Tao Te Ching</a>:</p>
<blockquote><p>O Tao criou o Um. O Um flui para o Dois. O Dois gera o Três.<br />
E o terceiro tipo de força em atividade iniciou as Dez Mil Coisas.</p></blockquote>
<p>O documentário continua explicando a teoria das diversas maravilhas que acontecem no universo, como o fato de não existir perfeição, sempre há um desequilíbrio que ajuda na criação das coisas, e como as estrelas explodem e formam as galáxias, etc. A partir daí já não possuo conhecimento suficiente das teorias taoístas para comparar com alguma coisa.</p>
<p>Enfim, adorei o documentário e achei muito interessante todas as informações que os cientistas trouxeram sobre a imensidão do universo. Porém acredito que as teorias ancestrais não devem ser subestimadas e sim compreendidas e interpretadas pelos nossos doutores.</p>
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		<title>A origem do Tai Chi Chuan</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 11:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Beckenkamp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Marciais]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem fiz minha segunda aula de Tai Chi Pai Lin com a professora Cláudia Moisés no Espaço Flor de Ouro. Depois de práticas de aquecimento dos meridianos, Pa Tuan Chin (chi kung) e formas, conversamos sobre a origem do Tai Chi Chuan. Confesso que não conhecia esta que é uma das mais famosas histórias das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-608" title="Cobra Vs Grou" src="http://mbeck.com.br/oriental/wp-content/uploads/2010/12/crane_snake-270x300.gif" alt="crane_snake" width="162" height="180" />Ontem fiz minha <a href="http://mbeck.com.br/oriental/terapias-orientais/primeira-aula-de-tai-chi-pai-lin-em-florianopolis/">segunda aula de Tai Chi Pai Lin</a> com a professora <em>Cláudia Moisés</em> no <a href="http://espacoflordeouro.blogspot.com/" target="_blank">Espaço Flor de Ouro</a>. Depois de práticas de aquecimento dos meridianos, Pa Tuan Chin (chi kung) e formas, conversamos sobre a origem do Tai Chi Chuan. Confesso que não conhecia esta que é uma das mais famosas histórias das artes internas.</p>
<p>Diz-se que o mestre taoísta <strong>Chang San Feng</strong> é o criador das artes internas (<em>Nei Jia</em>) e principalmente do Tai Chi Chuan. Exímio artista marcial, Sang Feng vivia nas famosas Montanhas Wudang e já havia criado seu próprio estilo de combate, &#8220;Os 32 Estilos do Punho Longo de Wudang&#8221;. <sup>[<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chang_San_Feng" target="_blank">Fonte</a>]</sup></p>
<p>Porém, observando um combate entre um grou (uma ave) e uma cobra, Sang Feng teria percebido que a suavidade e a flexibilidade venciam a força e a rigidez. Desta forma, intuitivamente desenvolveu as treze posturas fundamentais do Tai Chi Chuan, &#8220;As Oito Portas e os Cinco Passos&#8221;.</p>
<p>Desenvolvendo os treinos apenas dentro de sua família, a arte do Tai Chi Chuan era um segredo marcial, utilizado para defesa pessoal, um trunfo de família. Mas com o tempo descobriu-se extremamente eficaz para a longevidade e a saúde e foi difundido mundo a fora.</p>
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		<title>Como aquietar a mente durante a meditação</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Dec 2010 14:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Beckenkamp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofias Orientais]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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		<description><![CDATA[Retirado do site Sociedade Taoísta do Brasil

Na Meditação, enquanto um lado da mente ordena que o praticante se  concentre e faça silêncio, o outro desfia razões infindáveis para  demovê-lo dessa intenção. Com método e disciplina, no entanto, é  possível neutralizar essa dicotomia Mestre Wu Jyh Cherng
Uma das principais dificuldades do processo da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address style="text-align: right;">Retirado do site <a href="http://www.taoismo.org.br/stb/modules/dokuwiki/doku.php?id=como_aquietar_os_pensamentos" target="_blank">Sociedade Taoísta do Brasil</a><br />
</address>
<p><em>Na Meditação, enquanto um lado da mente ordena que o praticante se  concentre e faça silêncio, o outro desfia razões infindáveis para  demovê-lo dessa intenção. Com método e disciplina, no entanto, é  possível neutralizar essa dicotomia</em> <strong>Mestre <a title="wjc" href="http://www.taoismo.org.br/stb/modules/dokuwiki/doku.php?id=wjc">Wu Jyh Cherng</a></strong></p>
<p>Uma das principais dificuldades do processo da meditação é a dicotomia  que se estabelece na mente do praticante, no momento em que ele se senta  para meditar e se criam duas forças oponentes que passam a disputar a  primazia de seu raciocínio: um lado da mente ordena que o praticante se  concentre e faça silêncio, enquanto o outro desfia razões infindáveis  para demovê-lo dessa intenção. Isso significa que, no momento em a  pessoa se senta para descansar, procurando esvaziar a mente dos  pensamentos obsessivos, passa, em vez disso, a se debater perante duas  ordens contraditórias, sem conseguir definir a qual das duas deve  obedecer.</p>
<p>No processo da meditação, o praticante não pode dar continuidade ao  pensamento que surge em sua mente no momento em que ele está procurando  concentrar-se em sua respiração, para uni-la com sua consciência. Ou  seja: não se deve alimentar pensamentos. A pessoa alimenta um pensamento  quando dá livre continuidade ou rejeita rispidamente esse pensamento;  isso significa, na primeira situação, deixar-se levar por quimeras e, na  segunda, brigar com o pensamento, dizendo para ele, por exemplo: “Vá  embora, não se aproxime porque eu não quero dialogar com você”.</p>
<p>Em ambas as situações o praticante terá saído do estado de meditação  para conversar com seus pensamentos: na primeira hipótese, uma conversa  agradável, fundamentada em fantasias; e, na segunda, uma polêmica  disputa de forças.</p>
<p>Se quem conversa durante a meditação não está de fato meditando, a  pessoa que conversa com seus pensamentos terá deixado de meditar também,  ainda que permaneça em posição de lótus. Como agir diante dessa  situação? Para eliminar e controlar rapidamente o pensamento, tão logo  ele apareça em sua mente, é preciso tomar consciência de sua existência  e, imediatamente, ignorá-lo, voltando sem demora a atenção para a  respiração.</p>
<p>A concentração na respiração tem o poder de controlar pensamentos.  Quando o praticante age assim, o pensamento perde a força que o mantém  ativo na mente, interrompe sua trajetória e se desmancha por si mesmo.  Isso é fazer com que ele se torne quieto. A concentração na respiração  deve ser feita numa medida em que o praticante consiga contemplar o ar  que está respirando, sem apegar-se a ele nem tampouco se desligar dele.  E, para conseguir esse resultado, é preciso não se afastar do estado de  relaxamento.</p>
<p>A concentração excessivamente forte gera doenças físicas e psíquicas,  enquanto a falta de concentração gera devaneios. Por isso, é de  essencial importância a pessoa conseguir se manter na medida certa da  concentração, se quiser um resultado de excelência para sua prática. É  fundamental manter permanentemente a atenção no ar que se respira porque  assim, conforme o progresso, o praticante poderá alcançar o estado do  Vazio. Desse modo, e envolvido por uma energia harmoniosa, a luz  interior alcançará todo seu ser, criando a Plena Iluminação.</p>
<p><strong>O beabá da Meditação Taoísta &#8211; Passo a passo</strong></p>
<ul>
<li><strong><img class="alignright" title="Bebê taoísta" src="http://www.taoismo.org.br/stb/modules/dokuwiki/media/bebe.jpg" alt="" width="163" height="217" /></strong><span>Procure uma posição confortável.</span></li>
<li><span>Cruze as pernas em posição de lótus ou semilótus.</span></li>
<li><span>Apóie o dorso das mãos sobre as coxas.</span></li>
<li><span>A mão esquerda deve ficar sob a direita e os polegares devem se tocar levemente.</span></li>
<li><span>A coluna deve ficar reta; porém, se houver dificuldade de mantê-la ereta, pode apoiar as costas.</span></li>
<li><span>Feche os olhos e relaxe o corpo, da cabeça aos pés.</span></li>
<li><span>Encoste a ponta da língua no céu da boca.</span></li>
<li><span>Concentre a atenção na respiração, que deve ser suave, lenta e harmoniosa.</span></li>
<li><span>Mantenha a atenção na respiração, buscando a fusão da mente com a respiração.</span></li>
<li><span>A completa quietude interior é  resultado da fusão da energia com a consciência de uma pessoa, ou seja,  da integração da mente com a respiração.</span></li>
<li><span>Mergulhe nesse estado de integração entre mente e corpo até atingir o estado de extrema quietude.</span></li>
<li><span>Somente a partir desse ponto é que, na verdade, damos início à meditação…</span></li>
</ul>
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		<title>Distribua virtude &#8211; Tao Te Ching</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 19:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Beckenkamp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofias Orientais]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
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		<description><![CDATA[Navegando pelo site da Sociedade Taoista do Brasil encontrei mais um texto muito interessante, desta vez diretamente do já falecido Mestre Wu Jyh Cherng, o sacerdote fundador da Sociedade.
Ele fala sobre o Tao Te Ching, Livro do Caminho e da Virtude, porém o mais interessante é o relato do mestre sobre uma conversa que teve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Navegando pelo site da <a href="http://www.taoismo.org.br/stb/modules/dokuwiki/doku.php?id=03taoteching" target="_blank">Sociedade Taoista do Brasil</a> encontrei mais um texto muito interessante, desta vez diretamente do já falecido Mestre <em>Wu Jyh Cherng</em>, o sacerdote fundador da Sociedade.</p>
<p>Ele fala sobre o Tao Te Ching, Livro do Caminho e da Virtude, porém o mais interessante é o relato do mestre sobre uma conversa que teve com o seu próprio mestre na China, onde este lhe explicou como &#8220;distribuir virtude&#8221; de forma simples e objetiva.</p>
<p><span id="more-540"></span></p>
<p>Segue o texto.</p>
<h3>Tao Te Ching</h3>
<p><em>Wu Jyh Cherng, Sacerdote Taoísta, Ordem Ortodoxa Unitária, Presidente da Sociedade Taoísta do Brasil</em></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-555" title="mestreCherng" src="http://mbeck.com.br/oriental/wp-content/uploads/2010/11/mestreCherng.jpg" alt="mestreCherng" width="227" height="293" />Tao significa Caminho e Te significa Virtude. Então, literalmente  traduzindo, Tao Te Ching significa Livro do Caminho e da Virtude.</p>
<p>Caminho é aquele que nós realizamos interiormente e Virtude é aquilo que  nós realizamos exteriormente. Encontrando o Caminho dentro de nós  mesmos, conseqüentemente vamos transformar nossos atos externos, por si  mesmos, em Virtudes, em atos virtuosos. O Caminho interno é o Caminho da auto-realizaçao, o caminho da  consciência. Nesse caminho procuramos retirar as impurezas da  consciência para que ela, volte a ser lúdica e transparente. É um  processo caracterizado pela busca de lucidez maior a cada instante e que  utiliza a pratica da meditação como um momento totalmente dedicado a  essa busca de iluminação.</p>
<p>O Caminho externo, ou pratica externa, que vem a ser, exatamente, a  Virtude, se traduz por uma maneira correta, honesta e verdadeira de você  viver com as pessoas, com o mundo, com o seu trabalho e com tudo o mais  que faça parte do cotidiano.</p>
<p>No Tao Te Ching, Lao-Tzé se utilizou de exatamente oitenta e um  capítulos para nos falar sobre a maneira como poderíamos chegar a esses  estados: Na primeira metade do livro ele se ocupa mais do Caminho e na  segunda ocupa mais da Virtude.</p>
<p>Virtude são atos e gestos de acordo com o principio, fundamento e  sabedoria. Então, distribuir virtudes é fazer o bem, é praticar atos e  gestos concretos, é fazer coisa pelas necessidades dos outros.</p>
<p>Essa distribuição da virtude abre um leque muito grande de  possibilidades e as pessoas ficam perdidas, não sabem o que fazer diante  do conselho de que devem distribuir virtude.</p>
<p>A ultima vez em que encontrei com o Mestre Maa, meu mestre na China,  pedi a ele que explicasse como deveria ser feita a distribuição da  virtude, perguntei o que seria fazer coisas virtuosas e pedi que ele  respondesse a essa pergunta de uma maneira objetiva e concreta, que não  me desse uma resposta metafísica e sim uma “formula de bolo”. Ele,  então, respondeu que nós poderíamos começas a distribuir a virtude pelas  coisas pequenas, materiais, procurando saber quais as necessidades das  outras pessoas, do que elas estão precisando.</p>
<p>Então, você tem que começar exatamente pelo lado que as pessoas mais  desprezam ideologicamente, mas do qual não conseguem se desapegar, que é  o lado material. Ou seja: você tem que procurar ver quem está  financeiramente necessitado, quem está querendo estudar mas não tem  dinheiro e a partir de todas essas constatações, passar a distribuir o  que você tem de material: dar uma bolsa de estudos para quem quer  estudar, dar cobertor, dinheiro e comida para um vizinho seu que perdeu  tudo, ao invés de ficar discutindo metafísica, “o que eles precisam é de  pão na barriga, roupa no corpo e telhado em cima da cabeça, o resto é  blefe”.</p>
<p>Você pode até vir a discutir, um dia, metafísica com eles, mas primeiro  deixe que eles comam bem, durmam bem e saiam dos sofrimentos mínimos e  básicos. Mestre Maa diz que isso é distribuição de virtude, isso éter um  gesto virtuoso.</p>
<p>Em seguida, o próprio Mestre Maa pergunta: e as pessoas que não têm  dinheiro para ajudar a construir uma casa que caiu, restaurar uma  estrada, ajudar a tratar o filho do outro que está doente, o que  poderiam fazer? poderiam distribuir ensinamento, ou seja: poderiam dar  assistências, ensinar, passar conhecimentos.</p>
<p>Se você é um estudioso, pode ensinar outros a trabalharem; se é um  estudiosos, pode ajudar dando atenção e afeto aos seus vizinhos,  conversando com as pessoas, até mesmo ajudando a descascar uma batata.  Tudo isso são ensinamentos, tudo isso é distribuição de ensinamento. O  ensinamento que você pode distribuir não precisa, necessariamente, se  constituir de metafísica ou altas filosofias complexas.</p>
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		<title>Pa-Kua e Kung Fu</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 14:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Beckenkamp</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente no blog de Pa-Kua
Existe uma grande confusão em volta deste tema. Pa-Kua é um estilo de Kung Fu? O que posso responder pela minha humilde opinião é: sim, existe um estilo de Kung Fu chamado Pakua Chang, ou Bagua Zhang, mas a Liga Internacional de Pa-Kua não tem nada a ver com ele. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado originalmente no <a href="http://pakua.mbeck.com.br/">blog de Pa-Kua</a></em></p>
<p>Existe uma grande confusão em volta deste tema. Pa-Kua é um estilo de <a href="../tag/kung-fu/">Kung Fu</a>? O que posso responder pela minha humilde opinião é: sim, existe um estilo de <a href="../tag/kung-fu/">Kung Fu</a> chamado <a href="../../tag/bagua-zhang/">Pakua Chang</a>, ou <a href="../../tag/bagua-zhang/">Bagua Zhang</a>, mas a <a href="http://pakua.mbeck.com.br/category/liga/">Liga Internacional de Pa-Kua</a> não tem nada a ver com ele. O que a <a href="http://pakua.mbeck.com.br/category/liga/">Liga</a> ensina é o conhecimento Pa-Kua.</p>
<p><span id="more-451"></span>Pa-Kua é um dos mais antigos conhecimentos originados da antiga China. É a base do livro <a href="http://pakua.mbeck.com.br/tag/i-ching/">I Ching</a> e do <a href="../tag/feng-shui/">Feng Shui</a>, mas não se resume à uma arte marcial. O que existe no <a href="../tag/kung-fu/">Kung Fu</a> é um estilo de luta circular baseado no conhecimento das oito mutações, na <a href="http://pakua.mbeck.com.br/category/liga/">escola de Pa-Kua</a> a defesa pessoal pela formação marcial é apenas uma das modalidades, uma das formas de ensinar este conhecimento milenar.</p>
<p>Esta formação marcial não é totalmente baseada em movimentos circulares, o princípio dela é a adaptação ao adversário e à situação do combate, usando tanto movimentos lineares como circulares. Existe sim uma grande influência da circularidade e em níveis mais avançados o combate circular é muito abordado, porém não para por aí.</p>
<p>Estudar o Pa-Kua na <a href="http://pakua.mbeck.com.br/category/liga/">Liga Internacional</a> é aprender a se adaptar de acordo com a necessidade do momento, é ser circular quando se tem que ser e ser linear e direto quando esta é a melhor maneira de lidar com a situação.</p>
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		<title>Daoísmo (Taoísmo)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 14:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Beckenkamp</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os antigos chineses observaram que em cada fenômeno estava envolvido o mesmo processo de criação. Essa essência foi chamada de Tao, o Caminho]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os antigos chineses, conhecedores das leis da natureza, observaram que em cada fenômeno, desde o desenvolvimento de uma célula até a formação de galáxias, estava envolvido o mesmo processo de criação. Concluíram que, vindo da mesma origem, tudo está conectado. Essa essência misteriosa foi chamada de Dao (Tao), o Caminho.</p>
<p>Tudo é manifestação do Dao, portanto não podemos compreendê-lo racionalmente, apenas senti-lo no estado profundo de silêncio interior. O Dao tem como manifestação o Qì (energia vital), que forma o Universo. Da onda mais sutil à matéria mais densa, tudo é Qì, apenas variando na sua vibração. O Qì tem dois aspectos ou pólos: Yin e Yang. Tudo foi formado a partir da interação entre Yin e Yang, as duas forças opostas e complementares que representam o feminino e masculino, o escuro e o claro, o fraco e o forte, etc. Nada existe sem o seu oposto, pois em cada pólo está contida a semente do outro pólo.</p>
<p>Foi observado ainda que Yin e Yang estão em constante mutação, sempre se transformando um no outro em um ciclo ordenado. Esse ciclo foi dividido em cinco fases, sendo representado por: água (repouso, yin), madeira (exteriorização, yang surgindo no yin), fogo (elevação, yang), terra (transformação), metal (interiorização, yin surgindo do yang). Cada fenômeno do universo pode ser classificado de acordo com os cinco elementos, como as estações do ano, os sabores, as cores, nossas emoções, etc. Do estudo da interação entre essas forças para haver o equilíbrio, vieram as artes taoístas como a Medicina Chinesa, Feng Shui, I Ching, artes-marciais, pintura, etc. Nota-se então que no cultivo do Dao, o sagrado, o científico e as artes andam lado a lado, sempre com o propósito da realização do Caminho Uno.</p>
<p>Muitos ficam na dúvida se o Taoísmo é uma filosofia, uma religião ou seja o que for. É fato que houve uma classificação em termos de Taoísmo religioso (Dào jiào 道教) e Taoísmo filosófico (Dào jiā 道家). No entanto, considero mais apropriado pensar no Taoísmo como uma arte: a de fluir com a vida. Ele é livre, cada um entende como bem quiser os seus ensinamentos. Muitas pessoas das mais variadas religiões adotam-no em suas vidas sem qualquer dilema. Alguns perguntam como o Taoísmo encara Deus, como vê Jesus, como lida com outras religiões, etc. Claro, são indagações pertinentes para se ter idéia de uma doutrina, mas o Taoísmo não comporta tais questionamentos. O Dao remete à liberdade. Dogmas e conceitos vêm do homem, não do Dao. O Dao é infinito, ele é a potência de todas as coisas. Não se questiona o Dao, somente a si mesmo. As dúvidas do homem são o reflexo das respostas em sua própria mente. O Dao nos abriga em seu vazio, nós é que criamos mentalmente as dúvidas e incertezas.</p>
<p>Para quem deseja conhecer mais, a principal obra taoísta é o Dao De Jing (Tao Te Ching), escrito por Lao Zi. É um livro relativamente curto, com 81 versos, expondo de forma poética a visão desse grande Mestre. Há outras obras interessantes para estudo, mas o principal não é o conhecimento intelectual, e sim a prática do Dao no dia-a-dia, integrando o nosso ser ao fluxo natural. Com simplicidade e naturalidade, nos conscientizamos de que o Dao não está distante &#8211; é a nossa própria natureza. Não precisamos procurar, basta abandonarmos as idéias que nos separam dele e nos fundirmos à nossa origem.</p>
<p>Texto de <strong>Marco Moura</strong> publicado originalmente no site <a href="http://www.dao.com.br/terapias/index.html" target="_blank">Dao.com.br</a></p>
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		<title>Chi Kung (Qi Gong) &#8211; Céu, Homem e Terra</title>
		<link>http://mbeck.com.br/oriental/filosofias/chi-kung-qi-gong-ceu-homem-e-terra/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 17:04:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Beckenkamp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofias Orientais]]></category>
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		<category><![CDATA[treinamento]]></category>

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		<description><![CDATA[As três forças do universo para os chineses. O estudo do Chi e a origem de seu ideograma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os chineses acreditam nas três forças do universo, conhecidas por eles como<strong> San Cai</strong>. São elas <em>Céu</em>, <em>Homem</em> e <em>Terra</em>. No artigo sobre <a href="http://mbeck.com.br/oriental/filosofias/harmonizando-nossa-energia-chi/">harmonização do Chi</a> foi dada uma pequena introdução, falando sobre as formas como o nosso corpo pode lidar com essas forças.</p>
<p><span id="more-206"></span></p>
<h3>As três forças do universo</h3>
<p>O <strong>chi do céu</strong> é o mais importante das três forças, constituído por forças exercidas pelos corpos celestes, como a luz do sol, a luz da lua, a gravidade e a energia das estrelas. As condições meteorológicas, o clima e os disastres naturais são governados por este chi.</p>
<p>Cada campo de energia se esforça para se manter em <em>equilíbrio</em>, quando o chi do céu perde esta propriedade, ele tende a se equilibrar naturalmente, através do vento, chuva ou até tornados e furacões.</p>
<p>O <strong>chi da terra</strong> é controlado pelo chi do céu. Por exemplo, muita chuva força o rio a encher ou mudar seu curso, mas sem ela, a vegetação morre. Os chineses acreditam que o chi da terra é feito de linhas e padrões de energia, como o campo magnético da terra e o calor do subsolo. Estas energias precisam estar equilibradas também, se não estão, disastres como os terremotos podem acontecer. Quando o chi da terra está equilibrado e harmonizado, as plantas crescem e os animais prosperam.</p>
<div id="attachment_212" class="wp-caption alignright" style="width: 122px"><a href="http://mbeck.com.br/oriental/wp-content/uploads/2009/11/Chi-sem-fogo.jpg"><img class="size-full wp-image-212 " title="Chi-sem-fogo" src="http://mbeck.com.br/oriental/wp-content/uploads/2009/11/Chi-sem-fogo.jpg" alt="Chi-sem-fogo" width="112" height="112" /></a><p class="wp-caption-text">Primeiro ideograma de Chi (Qi)</p></div>
<p>Cada indivíduo, animal e planta também tem seu próprio chi, o <strong>chi do homem</strong>, que também busca sempre se equilibrar. Perdendo este equilíbrio o indivíduo fica doente, morre e se decompoem. Todas as coisas da natureza, incluindo a raça humana e nosso chi do homem, são determinados pelos ciclos naturais do chi do céu e da terra.</p>
<h3>O estudo do Chi e suas influências</h3>
<p>O <strong>Chi Kung</strong> (ou <em>Qi Gong</em>) é uma prática milenar que busca, principalmente, estudar esta interação entre o chi do homem com as duas outras forças, o chi do céu e da terra. Sua principal motivação é compreender o chi do homem para atingir a longevidade, afinal, se conseguirmos mantê-lo no equilíbrio que ele necessita, podemos ter saúde e evitar diversas doenças.</p>
<p>Antigamente o ideograma Chi, que traduzimos como <em>energia</em>, era formado por duas palavras, o <em>nada</em> em cima e o <em>fogo</em> embaixo, ou seja, &#8220;sem fogo&#8221;. Os antigos praticantes do <em>Chi Kung</em> buscavam balancear a circulação do<a href="http://mbeck.com.br/oriental/filosofias/teoria-do-yin-e-yang/"> chi Yin</a> e do <a href="http://mbeck.com.br/oriental/filosofias/teoria-do-yin-e-yang/">chi Yang</a> no corpo, assim evitariam que houvesse &#8220;fogo&#8221; nos órgãos internos. Cada órgão precisa de uma quantidade específica de chi para funcionar bem, se ele recebe energia Yang demais, ficaria super-energizado e não funcionaria bem, causando danos físicos. Assim, o objetivo da prática da medicina chinesa em geral era atingir um estado &#8220;sem fogo&#8221; do corpo. Daí surgiu a palavra Chi.</p>
<div id="attachment_213" class="wp-caption alignleft" style="width: 122px"><a href="http://mbeck.com.br/oriental/wp-content/uploads/2009/11/Chi-ar-arroz.jpg"><img class="size-full wp-image-213 " title="Chi-ar-arroz" src="http://mbeck.com.br/oriental/wp-content/uploads/2009/11/Chi-ar-arroz.jpg" alt="Atual ideograma de Chi (Qi)" width="112" height="112" /></a><p class="wp-caption-text">Atual ideograma de Chi (Qi)</p></div>
<p>Porém, nas literaturas mais modernas, o ideograma formado por &#8220;sem fogo&#8221; foi substituído pelo ideograma formado pelas palavras &#8220;ar&#8221; e &#8220;arroz&#8221;. Isso se deu através da descoberta que foi citada no artigo de <a href="http://mbeck.com.br/oriental/filosofias/harmonizando-nossa-energia-chi/">harmonização do Chi</a>, que fala que nosso Chi é produzido pelo ar que respiramos e pelo alimento que ingerimos.</p>
<p>Hoje em dia já sabe-se que outros tipos de fatores também influênciam o Chi, tanto naturais, como o ambiente em que vivemos, como os não-naturais, como a radiação dos celulares.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Fonte: <a href="http://www.ymaa.com/articles/basic-concepts-qi-and-qigong" target="_blank">Basic Concepts of Qi and Qigong</a></em></p>
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		<title>Diversas formas de harmonizar nossa energia Chi</title>
		<link>http://mbeck.com.br/oriental/filosofias/harmonizando-nossa-energia-chi/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 22:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Beckenkamp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofias Orientais]]></category>
		<category><![CDATA[Terapias Orientais]]></category>
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		<category><![CDATA[yoga]]></category>

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		<description><![CDATA[Como absorver e melhorar nosso equilíbrio energético? O básico sobre as três forças do Chi segundo a teoria chinesa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A milhares de anos os orientais acreditam que <strong>tudo</strong> é formado por uma energia primordial. Essa energia é chamada de <em>Chi</em> na China, <em>Ki</em> no Japão e <em>Prana</em> na Índia.</p>
<p>Usar a palavra <em>energia</em> para definí-la em português nem sempre é uma boa ideia. Não devemos compará-la ao significado ocidental, pois são completamente diferentes.</p>
<p>Por isso, e pela familiaridade destas informações com o conhecimento chinês, utilizarei neste texto a palavra <em>Chi</em>.</p>
<p><span id="more-125"></span></p>
<h3>A busca pelo equilibrio</h3>
<p>Equilibrar-se com a natureza através do estudo e controle do Chi sempre foi uma das formas para os antigos orientais atingirem a longevidade e qualidade de vida que sempre prezaram muito. Por isso, depois de muita observação e estudo, criaram práticas como o <em>Chi Kung</em> (Qi Gong) e o <em>Tai Chi Chuan</em> (Taiji Quan), que buscam essa harmonia do Chi do ser humano com o universo.</p>
<p>Existem diversos tipos de Chi no corpo e eles também são influênciados pelos nossos hábitos. Por isso temos diversas maneiras de equilibrar essas energias.</p>
<h3>As classificações do Chi</h3>
<p>Assim como os chineses utilizam a <a href="http://mbeck.com.br/oriental/filosofias/teoria-do-yin-e-yang/">teoria do Yin e Yang</a> para classificar a energia em dois opostos e a <a href="http://mbeck.com.br/oriental/feng-shui/os-cinco-elementos-da-medicina-tradicional-chinesa/">teoria dos Cinco Elementos</a> para outro tipo de classificação, nós também podemos estudar a divisão dos tipos de energia em três, chamados de <em>Céu, homem e Terra</em>.</p>
<div id="attachment_134" class="wp-caption alignleft" style="width: 190px"><a href="http://mbeck.com.br/oriental/wp-content/uploads/2009/10/Iching.png"><img class="size-medium wp-image-134 " title="Iching" src="http://mbeck.com.br/oriental/wp-content/uploads/2009/10/Iching-300x196.png" alt="Os trigramas do I Ching ou Yi Jing" width="180" height="118" /></a><p class="wp-caption-text">Os trigramas do I Ching ou Yi Jing</p></div>
<p>Esta divisão pode ser observada nos trigramas do <em>I Ching</em>, que são símbolos formado por três linhas paralelas. Estas podem ser um traço cortado ou um inteiro, cada um representando <em>Yin</em> e <em>Yang</em> respectivamente. A linha superior representa o <em>Céu</em>, a do meio o <em>Homem</em> e a inferior a <em>Terra</em>.</p>
<p>Podemos usar várias formas para exemplificar mais essa teoria. Como sendo o primeiro, <em>Céu</em>,  o intangível, o segundo, <em>Homem</em>, o intermediário e o terceiro, <em>Terra</em>, o material. Ou também o mutável, o intermediário e o imutável, respectivamente.</p>
<p>Para entender um pouco melhor a relação entre eles, pensamos que o <em>Homem</em> é a ligação entre o <em>Céu</em> e a <em>Terr</em>a. Como um caúle de uma árvore liga a copa à raíz.</p>
<h3>Energia Céu, energia Homem e energia Terra</h3>
<p>Seguindo a lógica anterior, dividimos o Chi baseando-se então em três fontes.</p>
<p>O Chi do <em>Céu</em> é absorvido pelo ar que respiramos. E esse é o motivo de existir tantas técnicas de respiração nas artes orientais. Uma respiração ofegante e curta não permite que essa energia seja absorvida da forma correta.</p>
<p>O Chi do <em>Homem</em> é aquele que absorvemos com a alimentação. A sua qualidade depende daquilo que comemos. Alimentos fritos e super cozidos perdem a qualidade do seu Chi.</p>
<p>O Chi da <em>Terra</em> nos foi passado pelos nossos pais na fecundação, chamamos também de energia ancestral ou vital. Este não pode ser renovado, porém existem técnicas para evitar seu desperdício.</p>
<h3>Concluindo</h3>
<p>Para nos mantermos saudáveis, segundo o conhecimento oriental, precisamos ter uma boa alimentação e respirar da forma correta. Além de manter uma boa rotina de exercícios físicos.</p>
<p>Tanto o <em>Yôga</em>, como o <em>Tai Chi Chuan</em> e outras artes orientais  tem essa filosofia, combinar o exercício e o movimento do corpo com técnicas de respiração. E muitos professores ainda dão ótimos toques sobre a melhor alimentação.</p>
<p>A busca da harmonia e do equilibrio entre nosso corpo, mente e o com o universo ao nosso redor sempre estará muito presente em qualquer estudo e prática do conhecimento oriental.</p>
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		<title>Teoria do Yin e Yang</title>
		<link>http://mbeck.com.br/oriental/filosofias/teoria-do-yin-e-yang/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 15:27:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Beckenkamp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofias Orientais]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
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		<category><![CDATA[tao]]></category>
		<category><![CDATA[yin yang]]></category>

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		<description><![CDATA["Você somente percebe a luz, porque existe a escuridão." Teoria taoísta da dualidade, os opostos complementares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Você somente percebe a luz, porque existe a escuridão. </em></p>
<p>Partindo deste princípio falarei de uma das mais importantes teorias da filosofia oriental, o <strong>Yin</strong> e o <strong>Yang</strong>.</p>
<p>Estas duas palavras representam as forças opostas complementares. Uma não pode existir sem a outra.</p>
<p>E para demonstrar a harmonia, o movimento e a eterna mutação entre essas forças, que para a filosofia chinesa compõem tudo que existe, temos o símbolo chamado de <strong>Tai Chi</strong>. Ele está dividido com perfeição matemática, deixando a mesma quantidade de espaço para cada uma de suas duas cores.</p>
<div id="attachment_118" class="wp-caption aligncenter" style="width: 190px"><a href="http://mbeck.com.br/oriental/wp-content/uploads/2009/10/YinYang.png"><img class="size-medium wp-image-118 " title="YinYang" src="http://mbeck.com.br/oriental/wp-content/uploads/2009/10/YinYang-300x300.png" alt="O Tai Chi" width="180" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">O Tai Chi</p></div>
<p><span id="more-112"></span>O <em>Yang</em>, representado pela cor branca, é o princípio da ação, da luz, do movimento, da rigidez, enquanto o <em>Yin</em>, representado pela cor preta, é a inatividade, a passividade, a sombra, a flexibilidade, etc.</p>
<h3>Um exemplo</h3>
<p>Observando as características listadas a cima entendemos o motivo pelo qual um não pode existir sem o outro. Vejamos o exemplo do ser humano: O homem, força <em>Yang</em>, não pode existir sem a mulher, força <em>Yin</em>.</p>
<p>Mas por que a mulher é <em>Yin</em> e o homem <em>Yang</em>? Podemos analizar algumas características de cada oposto complementar para classificá-los como <em>Yin</em> ou <em>Yang</em>.</p>
<p>A mulher é mais flexível, mais suave e mais emocional. O homem mais forte, mais rígido e mais racional. Porém estamos observando apenas de um modo geral, pois dentro de cada <em>Yin</em> e cada <em>Yang</em> existem mais formas de se subdividir estas classificações.</p>
<p>Um homem, naturalmente <em>Yang</em>, pode ser muito mais emocional e passivo do que uma mulher, que naturalmente é <em>Yin</em>. Tendo assim o <em>Yin</em> mais forte dentro de si.</p>
<p>Podemos obervar isso através do próprio símbolo <em>Tai Chi</em>. Perceba que sempre haverá um pouco de <em>Yin</em> dentro do <em>Yang</em> e assim também acontece com o <em>Yang</em> dentro do <em>Yin</em>. Essa porcentagem é demonstrada no símbolo em equilíbrio perfeito, porém cada ser poderia ser representado com  uma diferenciação nesta  quantidade.</p>
<h3>Um equívoco</h3>
<p>Muitas pessoas confundem o <em>Yin</em> e o <em>Yang</em> com o <em>Mau</em> e o <em>Bom</em>, mas apesar de classificarmos essas duas formas uma como <em>Yin</em> e outra como <em>Yang</em> a recíprocra não é verdadeira.</p>
<p>Podemos classificar qualquer coisa usando as características desta teoria, mas não devemos julgar se é isso é positivo ou não. Pois a sombra é extremamente necessária durante o calor do verão, assim como a suavidade pode ajudar muito mais do que a brutalidade em muitos casos. Mesmo assim, essas são duas características da força <em>Yin</em>.</p>
<h3>Concluindo</h3>
<p>Estas forças estão sempre em movimento e em mutação, não devemos nunca crer que são absolutas, pois nada é 100% <em>Yin</em> ou 100% <em>Yang</em>.</p>
<p>Espero que esse pequeno texto possa ter introduzido o básico do básico para os interessados de plantão. Esta não é uma teoria fácil de compreender, mas abrindo a mente conseguimos encontrar facilmente certas lógicas.</p>
<p>Deixe seu comentário ou dúvida logo abaixo.</p>
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		<item>
		<title>Os Cinco Elementos da Medicina Tradicional Chinesa</title>
		<link>http://mbeck.com.br/oriental/feng-shui/os-cinco-elementos-da-medicina-tradicional-chinesa/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 15:55:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Beckenkamp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feng Shui]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofias Orientais]]></category>
		<category><![CDATA[acupuntura]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[cinco elementos]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia oriental]]></category>
		<category><![CDATA[Massagem]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Tradicional Chinesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das mais importantes teorias do conhecimento chinês. Utilizada na Acupuntura, Feng Shui, Tui Na, etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre é muito complexo falar sobre a teoria dos <em>Cinco Elementos da Medicina Tradicional Chinesa</em>. Envolve uma compreensão nem sempre exigida na educação formal ocidental.</p>
<p>Este é um dos meus assuntos preferidos nos estudos do conhecimento oriental.</p>
<p>Neste texto teremos uma introdução e uma explicação básica dos ciclos dos Cinco Elementos. Existe muito mais a ser estudado, mas abranger o todo não é o objetivo e nem sequer é possível em apenas alguns parágrafos.</p>
<p>Essa teoria é amplamente utilizada nas terapias com base chinesa, como <a href="../category/artes-marciais/">acupuntura</a>, <a href="../category/feng-shui/">Feng shui</a>, <a href="../tag/massagem/">massagens</a> e etc.</p>
<p><span id="more-83"></span></p>
<h3>Os Cinco Movimentos</h3>
<p>A melhor nomenclatura para este teoria na minha opinião é &#8220;Os Cinco Movimentos&#8221;. É fato que as  essências citadas nesta teoria não são apenas elementos da natureza e sim formas com que a energia se movimenta.</p>
<p>Apesar disso, durante todo os próximos parágrafos utilizarei a nomenclatura mais encontrada nas literaturas hoje em dia, a mesma que dá título a este texto.</p>
<p>São os cinco elementos:<em> o Fogo</em>, a <em>Terra</em>, o <em>Metal</em>, a <em>Água</em> e <em>a Madeira</em>.</p>
<p>A complexidade de estudo está na relação entre as características de cada um deles.</p>
<h3>Os ciclos</h3>
<p>A inter-relação entre os movimentos gera três ciclos realmente importantes: <em>geração</em>, <em>destruição</em> e <em>dominação ou controle</em>.</p>
<div id="attachment_102" class="wp-caption alignright" style="width: 180px"><a href="http://mbeck.com.br/oriental/wp-content/uploads/2009/10/cincoElementos.jpg"><img class="size-medium wp-image-102  " title="cincoElementos" src="http://mbeck.com.br/oriental/wp-content/uploads/2009/10/cincoElementos-283x300.jpg" alt="Entenda graficamente os ciclos" width="170" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Entenda graficamente os ciclos</p></div>
<p><strong>Ciclo de geração</strong><br />
<em>Fogo &gt; Terra &gt; Metal &gt; Água &gt; Madeira &gt; Fogo;</em></p>
<p>Chamamos o gerador de um movimento de <strong>mãe</strong> e o gerado de <strong>filho</strong>.</p>
<p><strong>Ciclo de destruição<br />
</strong><em>Fogo &gt; Madeira &gt; Água &gt; Metal &gt; Terra &gt;Fogo;</em></p>
<p>Percebemos que este ciclo segue o fluxo inverso do ciclo descrito acima dele.</p>
<p><strong>Ciclo de domínio ou controle</strong><br />
<em>Fogo &gt; Metal &gt; Madeira &gt; Terra &gt; Água &gt; Fogo;</em></p>
<p>Chamamos o dominador de <strong>avô</strong>. Essa denominação se dá pois ele é sempre a <em>mãe</em> da <em>mãe</em> do elemento dominado.</p>
<p>Agora vamos entender a lógica destes ciclos.</p>
<p>Para o ciclo de geração podemos imaginar os seguintes movimentos naturais:</p>
<blockquote><p>O fogo quando queima gera cinzas, elemento terra. Dentro da terra encontramos os minerais, elemento metal. Das pedras brotam as nascentes de rios, elemento água. A água é essencial para o crescimento das plantas e árvores, elemento madeira. A madeira é um combustível para fogueiras, elemento fogo.</p></blockquote>
<p>Agora, para exemplificar, vamos analizar a madeira através dos três ciclos.</p>
<p>A madeira é combustível para uma fogueira, mas também é consumida e destruída pelo fogo. Assim podemos visualizar os dois primeiros ciclos.</p>
<p>Com uma lâmina conseguimos esculpir e talhar um pedaço de madeira, fazendo esculturas, mesas, cadeiras, objetos em geral, caracterizando o ciclo de domínio ou controle do metal sobre a madeira.</p>
<h3>Como acontecem os ciclos</h3>
<p>Estes ciclos se formam pela quantidade de energia em cada um dos elementos. Por exemplo se temos fogo demais queimamos a madeira (mãe do fogo) e geramos a terra (filho do fogo). Mas se temos terra demais o fogo se apaga.</p>
<p>Se temos um excesso de metal, este vai gerar a água que estará diminuindo o calor do fogo, ou seja, controlando o mesmo.</p>
<p>Podemos utilizar esta teoria para buscar desarmonias no corpo, no caso da acupuntura, ou no hambiente, no caso do Feng Shui, por exemplo. E harmonizando a quantidade de energia dos elementos alterados criamos equilíbrio no ciclo.</p>
<h3>Sobre o sentido dos movimentos</h3>
<p>Apenas para complementar as informações acima vou comentar sobre os movimentos de cada elemento. Estes servem para entender melhor a ideia de circulação da energia, o que ajuda muito no Feng Shui, por exemplo.</p>
<p>O movimento fogo sobe, a terra anda em volta de si, o metal converge ao centro, a água desce e a madeira afasta-se do centro para todas as direções.</p>
<p>Em outra oportunidade falarei mais sobre o sentido dos movimentos.</p>
<h3>Concluindo</h3>
<p>Não é nada simples entender, mas espero que este texto tenha sido uma boa introdução a esta complexa teoria dos antigos chineses.</p>
<p>Estou aberto para dúvidas pelos <a href="#respond">comentários</a> ou pela seção <a href="http://mbeck.com.br/oriental/entre-em-contato/">Entre em Contato</a>.</p>
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